segunda-feira, agosto 17, 2009

"Hurt me."


Ele dizia que eram delicadezas da vida ficar deitado ao lado da janela, pés descalços com a namorada, ouvindo Bright Eyes, Nouvelle Vague e uma caixa de chocolates do lado fazendo "companhia", tão lindo quanto o carácter lascivo das horas que decorreriam. Eu, 18 anos, dizia que eram coisas românticas de mais para alguém que esperava de um parceiro, uma posição mais realista e dinâmica.
Ele só ria.
Depois de anos sem notícias, eu lembro daquele amigo que me trazia a dose certa de caprichos e fantasias que a mente precisava para existir, sem entrar em colapso. Hoje tenho o namorado. E apesar de nosso relacionamento ser um tanto tenebroso e enfático na sua 'razão' de existir, eu penso que talvez tenhamos muito a ver com essas coisas as quais ele se referia... as vezes chega a ser tão lindo que não damos conta do verdadeiro contexto das situações que estamos vivendo. Nada é sexo, dor, raiva ou traição para quem entende. De certa forma, não temos mais medo do pior que possa acontecer.

We are the best excuse to get hurt and to hurt.

Um comentário:

Pâmela Martini disse...

E não... pra quem não entendeu, nós nunca nos traimos desse jeito mesquinho que é ficar se relacionando com outros além do parceiro.

Gooood night