segunda-feira, janeiro 04, 2010

Meus demônios internos têm 7 vidas.


Ela estava com insônia e eu sugeri ler um livro. Falou de Garcia Marques e um tal tuareg, enquanto eu ignorava, escrevendo sobre os passionais, rebeldes e viscerais autores da minha estante digital. Sempre gostei de sentir o rubro por entre as palavras, como se a escrita pulsasse e eu sentisse, nas entrelinhas, a freqüência da respiração, a delicadeza em cada minuto que envolve o processo da tradução de vida em palavra. Perdi-me num devaneio traiçoeiro e parei nela.

Senti culpa pela lembrança amarga. Odeio como a vida joga contra a nossa vontade nas horas mais inconvenientes, mas agora é tudo passado.

Ninguém está 100% feliz.

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