quinta-feira, maio 27, 2010

"É a alexitimia, infelizmente."

13:16 h. Abro a garagem para minha avó sair. As pupilas se mantêm dilatadas. Piloereção, calafrios. Dia lindo, com céu azul, nuvens espessas e passarinhos irritantes cantando diretamente ao meu ouvido. Quero correr para o quarto e fechar as janelas, me esconder de baixo da cama até apagar. Mas a dor de cabeça ataca o lobo frontal direito, martela o lobo temporal, corroe os nervos ópticos do olho direito e eu esqueço de dormir. Ok. Foda-se o sono, eu sei lidar com isso. Sento com as pernas encolhidas pra tentar conter o pé inquieto. Fico confabulando com os meus botões, recordando-me da época em que, ao me aprofundar nas terminologias psicopatolgicas e psicoanalíticas, descobri que para cada leve distúrbio ou mania atribuidos a mim, já existia um nome, um diagnóstico e um posterior tratamento com fármacos e sessões de terapia. Só de pensar na quantidade de tratamentos especiais aos quais eu seria submetida se fosse para um especialista, minha frágil cabecinha me abandonou no limiar da "psico-hipocondria". Realmente, depois de alguns anos, eu continuo sem nunca ter procurado um psicologo, e vejo que minhas condições chegaram a um nível que acabaram afetando o bom funcionamento das minhas estruturas mentais. Eu penso que seria prudente da minha parte. Por curiosidade, pra ver se é diferente do que eu sempre imaginei. Mas minhas mãos não enganam, minha memória evidencia - o problema está logo alí, não mais além da testa. Sugeriram um neurologista, mas ao me apofundar nos estudos sobre distúrbios e anomalias do sistema nervoso e seus tratamentos, eu decidi que não. Não quero viver chapada com calmantes, remédios reguladores de neurotransmissores e o diabo a quatro. Talvez eu não queira nada...

E meu gato caiu na piscina, ótimo. Assim se vai toda a fluidez de um raciocínio.

3 comentários:

Anônimo disse...

Moça! Tu já pensou em publicar?
Muito bom, mas cuida essa cabeça dona!

Sucesso.
Tchau tchau ;)

[desculpa o anonimo, não tenho blog]

Ana Roberta disse...

acho a melhor decisão do mundo não querer viver chapada com psicotrópicos - pelo menos por hora.
tens bastante *saúde mental*. se for o caso e quiseres, te aviso. ;D

Pâmela Martini disse...

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doçura... a hora que eu chegar no meu limite eu te aviso pra ver se realmente é necessário esse tipo de intervenção.