segunda-feira, outubro 13, 2008

2 + 1 = 2


Os dias estão cada vez mais curtos e não é raro ouvir pessoas reclamando disso. Com o trancamento da faculdade e aparentemente sem nenhum outro afazer rotineiro, eu me deparo com dias inteiros a disposição de meus livros, meus desenhos, minhas fotos e meu amor. Infelizmente isso talvez não me traga sustento ou base alguma para sustento no futuro, mas eu acabo temendo que se certas coisas não forem vividas agora, eu vou acabar submergindo nas preocupações de um adulto responsável sem ter na memória lembranças que me tragam o conforto de alguém que aproveitou a vida sem ter se atucanado em pagar as contas no final do mês, num dia de estresse em potêncial. Talvez seja injusto poder se sentir no direito de tudo isso as custas de meus pais que só não fazem o mesmo pois precisam continuar ganhando dinheiro para manterem uma vida mediana com seus luxos aqui e ali (tenho muito que lhes agradecer).

De qualquer forma... tive um fim de semana interessante que somado à companhia de amizades relativamente novas e algumas latas de liqüido morno, me rendeu experiências dignas de ressalve. Ratifico a importância dessas amizades que aparecem casualmente na nossa vida num finalzinho de festa ou numa vasculhada despreocupada pelo orkut, mas que passam a ter importância crucial a partir de então.

Nós estavamos bastante cansados dos programas de sexta e sabado que sempre se resumiam em festa, bebedeira, dormir mal e não aproveitar bem o resto do fim de semana, sem contar que ao se pagar pra entrar em algum lugar acabamos quase sendo obrigados a se divertir e a noite se torna forçada de mais, ao menos ao meu parecer, salvo as noites que o pessoal decide sair de última hora porque estão realmente na pilha. Neste, resolvemos variar um pouco e fazer algo mais caseiro; aproveitar para reaver atritos que estavam assolando a todos nós.

De praxe, sempre ha alguém insatisfeito, mas pouco atrapalhou. A noite abriu espaço para o acomplishment de interesses remetentes a nós dois, e o inesperado foi que eu pensei poder prever minha reação quanto a isso. Infelizmente acabei notando que certas coisas que soam como boas idéias no momento nem sempre são as melhores escolhas a serem feitas se o que visamos está muito além de um simples momento. Quando falamos de pessoas, nem sempre mais é efetivamente mais... por sorte nada foi comprometido, e pude ter certeza de que a matemática esteve do nosso lado.

Vou seguir mais forte e vacinada contra meus próprios desejos. Apesar dos pesares, nunca vivi tão intensamente como nestes meses... Estou fazendo minha história, sem lugar para efeitos especiais, apenas nua e crua realidade (não foi intenção fazer soar tão impactante, hehe), como a dos filmes independentes.

A todos, ótimos dias de asfalto molhado e tombos nas calçadas.

Um comentário:

Pequena. disse...

Como costumo dizer (ao menos desde hoje)...: aquilo que precisa de complemento para ter significado ainda não está bom por si só, mas se o complemento for apenas acessório, leve-o como simples luxo.




Que vocês, meus amigos, aprendam com isso!