segunda-feira, outubro 20, 2008

Banalizar para vender

E assim como tantas outras coisas.
Sério, eu tenho sentido uma carência irremediavel, um vazio chato que me queima quando penso demais nele. Não sei o que eu posso esperar da vida a partir de agora... estou presa... preciso ser madura o suficiente pra lidar com meus sentimentos de maneira que eles não me prejudiquem, mas dói muito. Preciso de atenções sinceras, preciso de mãos me segurando forte nos braços e uma voz macia no meu ouvido dizendo que tudo vai ficar bem, independente do rumo que as coisas levem. Preciso que alguém faça questão da minha pessoa assim como eu faço da dela. Eu estou doente, obscecada, neurótica, psicótica por algo que pode destruir o meu futuro. Quis correr as ruas de pés descalços e pegar um trem e depois um onibus pra algum lugar, quis tentar sentir coisas que sentia antes, ver importância em coisas que hoje não vejo mais; quis abrir as janelas mas não quero desligar as luzes; quis pular da janela e saber que eu poderia tanto descer quanto subir; quis entrar na cabeça dele quando me respondia certas coisas mas só pude ver seus olhos se tornando rasos...
Eu preciso de ajuda, eu preciso sair daqui, eu preciso deixar de sentir receio...

Vou sair, correr pra ele, correr por ele, pela insanidade do momento... se a tristeza não me deixa, vou aprender a lidar com ela. Mas não me render.
Jamais...
Jamais...

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