terça-feira, junho 02, 2009

Ao casal mais bonito do mundo.


Os weekends chegam como que por acidente em meio à função da rotina diária e todo o estress canalizado durante a semana é vomitado da maneira mais conveniente possível para não comprometer o próprio humor na folga. Como se não bastasse se preocupar com isso, ainda tem o inferno astral que rodeia as pessoas perto de suas primaveras, e nem sempre conseguimos prever como seus gênios irão se portar. Eu até sexta vinha levando os dias numa boa, querendo arrebentar o nariz daquele cara que respira errado, lembrando-me do final de semana gostoso que tive no Cord, com muita pista livre e Rapha; fantasiando sobre o que os próximos dias me reservavam. Ok. Fantasiar é eufemismo, eu roô as unhas de ansiedade por saber se tudo vai ocorrer como planejado... silly me. Nunca é. Mas a graça da minha vida é essa. Por algum raio que o parta, nada é previsível, por mais estudado e premeditado. Em partes, esta "chance" trás o êxtase à prova de todas as minhas forças. . . estar tudo bem a toda hora embota o sentimento criativo das pessoas, torna-as resignadas e mansas em suas vidas mornas de rotinas, conversas, almoços e idéias meia-boca, absorvendo idéias alheias por não saberem criar suas próprias. Ok, eu vivo rotinas, mas basta uma coisa boa em nosso dia para quebrá-la. E isso eu tenho sempre. ...! . . . Ele terminou comigo - ridículo, eu disse - não aguentava mais. O quê? Não faço idéia. Mas ele estava convicto. Por algumas horas, eu estava convicta do que passaria. Nesse infortúnio de instabilidade e insegurança eu descobri o quão resignada eu me tornaria se realmente me separasse dele, pois não suportaria a dor se desse vasão à tristeza... eu me aniquilaria em um efeito dominó maciço. Adoeceria. E tentando lidar com esse futuro é que ele me liga do nada: "Estou muito mal, pode passar aqui depois do trabalho?"... um alívio. Alívio para uma dor ainda verde, dor ridícula de uma causa inconsequente. Mas estava feliz apenas por não ter que voltar pra casa com todas as coisas que deixara lá, vestidos e tals. No caminho comprei um termômetro e aspirina (não paracetamol genérico, haha). Cheguei lá séria e nos abraçamos, sem retóricas, sem som algum. Mas não. É cedo para o impossível. Nossas experiências juntos nos ensinaram a lidar com o fato de que fazemos parte um do outro, em uma simbiose de pensamentos que refletem em nossas entranhas. . . aprendendo a lidar com as diferenças, a não "tapar o buraco do outro com a própria terra" e a ponderar nossas reações. Tá, bla bla bla. Afinal nem um nem outro suportaria. Depois da amargura frente uma possível separação e toda a confidência após desculpas, passamos um fim de semana really fancy juntos, mais do que nunca (como sempre).

Aniversário! Parabéns. Eu sei que te acordei depois da meia noite duas vezes pra dizer que estava frio e pra puxar mais uma coberta. Só me lembrei quando acordei para o dia efetivamente... as primeiras palavras, um ano a mais de vida... sinto uma paz ao teu lado. Obrigada pelas oportunidades, obrigada pelo carinho, mãos entrelaçadas. Não precisamos de objetos ou adornos simbólicos para representar o nível de nossa ligação, a magnitude de nossos sentimentos... sempre achei alianças muito auto-afirmativas. Custam dinheiro útil a nós. Não. Nossa confiança um no outro é suficiente. Já não sinto mais os ciúmes pela pessoa linda que fez parte de ti, apenas admiro o respeito, o tipo de amor que sempre fica, nem das outras tantas mulheres que preencheram noites vazias, nem as faltas relacionadas. Aprendi que na vida não podem existir anulações. Aprendi muito mais sobre mim conhecendo-o melhor.

Apesar da divergência de certos interesses, brigas e discuções, sempre acabamos conciliando nossos programas e fazendo um pouco de cada. Eu quis pintar os cabelos e comer pão de queijo... ele tinha broxado, mas de repente aparece a trope para parabenizar o aniversariante e a casa fica agitada. Nossa vontade é sair da pressão. Beber, se arrumar para provocar as menininhas, hehe. Eu só agradeço. Festa a fantasia nunca foi e nunca será problema para nós... geralmente um casal vestido de preto, com bastante maquiagem, pode ter muitas interpretações: personagens genéricos saidos do matrix, góticos, vampiros, coveiros, dançarinos da ivete, etc. Ele disse que eu fazia o tipo Mia Wallace versão dark, ele estava um nightwalker-hellraiser-nine inch nails. Aceitamos as sugestões exdruxulas e fomos felizes. Muito felizes por sinal. Estava inspirada e sociável. Conversei com pessoas que nunca vi na frente sobre a música, sobre o chapéu Devo versão baldinho de areia, sobre os drinks e sobre elas mesmas. Vi pessoas dançarem, vi ele dançar comigo, vi pessoas estúpidas e outras lindas right there. E eu estava inspirada ao amor. Meu amor platônico, meu amor verdadeiro. Arrastei ele para longe de todos, no meio dos outros. Beijei como se fosse novidade, quis ter mais um nome, logo lá, naquela hora. Mas não havia necessidade. Fomos embora. Embriagados em nossos dilírios. Glamurosos - diziam.

Acordei de um sonho confuso. Casais com um histórico de brigas homéricas, nunca nos daríamos bem afinal. Queria dizer o quanto amo a todos, amigos, colegas, meu Raphael, graciosamente envolvido pelo sono, abraçado em mim. Minha família, sempre nos meus pensamentos... longe. Passei as primeiras horas do domingo pensando. Meus trabalhos, meu futuro, as festas. . . A exposição, cérebros e sistemas circulatórios sumamente separados, seccionados, verdadeiros. Aprender a ter essa intimidade com nossa anatomia interna assim como temos com nosso envólucro, com nossa pele... é mágico e impressionante, além de didático. Me lembro que lá dentro eu não sabia falar nada, não me vinham nomes, nem termos tecnicos... era tudo a mais sincera admiração. E ele bem disse à noite, que por mim, ainda estariamos lá... observando. Nada pode medir minha paixão sobre o corpo, sobre a fisiologia, anatomia, quimica que envolvem todas as extruturas funcionais. Uma de minhas muitas paixões. Só isso responde o que diabos um monte de compendios de neurociencias e neuroanatomia aplicada estariam fazendo na mesa de uma estudante de Jogos Digitais.

Tenho uma vida intensa planejada com ele, ou apenas... 'uma vida' com ele. E isso me basta para estar sempre estúpidamente feliz e satisfeita. Ser parte de alguém and nothing else mather.

:)

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