terça-feira, janeiro 24, 2012

Shhhh!

Vou contar um super segredo pra vocês. Ontem assisti Tin Tin (que se diz tãn tãn, se não tu serás amaldiçoado pelos belgas e por moi), e dei graças aos céus por estar usando óculos 3D, pois fui pega desprevenida com aquela extravagancia de Je veux vivre (Romeu e Julieta) no meio da porcaria do filme! Chorei! Só podia. Não consigo evitar, minha pedra cardíaca derrete ao ouvir certas composições, como se a vibração da música reverberasse em cada pedacinho esquecido por mim. E eu me entrego.
Vem das vísceras. Na minha concepção, música é uma experiência intimamente relacionada com a tua essência, que transgride os limites da consciência corpórea uma vez que a reação genuína é independente da tua vontade, e não uma auto-indução conveniente e descartável. Como dizem os mais velhos: "A verdadeira música é atemporal". Então não me venham encher o saco me chamando de preconceituosa ao falar mal do abandono dos santos valores que ela deveria inspirar em nossas vidas (porque não há mais a representação cultural, e sim um ditar de tendências que acabam sendo agregadas posteriormente); ou que eu deveria suportar Adele e Telo enquanto eu tento escolher que marca de amaciante eu quero comprar. Se bem que... a música hoje em dia é isso: um desconforto passageiro que eu sinto ao frequentar lugares públicos.
BRAVO!

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