sábado, julho 18, 2009

Ajuda

Aquele sangue quente que começa a subir pelas pernas, iriçando os pelôs sobre a pele um a um, que chega à altura do pescoço queimando, cheio de tensão, ódio, ansiedade... um sentimento doentio e instintivo, condensado, misturado nesse jato vermelho pulsante. A idéia de riscar os olhos de alguém com cacos de vidro, de torcer os dedos até quebrarem, agredi-lo e por fim asfixia-lo com as mãos firmes da noradrenalina... não parece absurda. É o cúmulo do homem, da sanidade, o limite entre a consciência e a demência.

Um segundo de um devaneio psicopata, um segundo que da margem a razão de se poder escolher as próprias ações, de não se entregar completamente a idéia de que tudo isso afinal não parece absurdo...

Porque é. E perdida nesse segundo eu me recupero.