quinta-feira, março 15, 2012

UM dois-trê, UM dois-três

Apesar da negligencia com os treinos diários, minha primeira valsinha sai - exatamente assim: v a l s i n h a. Dedilho a primeira partitura com harmonia, como quem acompanha aulas iniciais de dança de salão. Singela mas poxa! ainda assim uma valsa. Sou uma criança ritalinada frente o Sr. sorriso, e muitas vezes a reação não condiz com o feito - não importa. Sei que a arte habita as pessoas certas, e o seu despertar é gradual (quando não espontâneo). Limito-me pensar que em alguma época remota, Tchaikovsky também já teve apenas seis aulas de música. 'Baita' consolo, haha.
Agora deixo vocês com minha meta para fim de ano: a mais bela valsa de toda a vida, bem como sua versão em piano por um interprete randômico, e outra interpretação única em teremin por Clara Rockmore (considerada por muitos como a melhor "teremista"). Permitam-se morrer um pouco e entreguem-se à arte.






Bravo! Bravo!

Um comentário:

v. disse...

ah o piano, aprendi a tocar no instinto e depois tive aulas já que meus pais estavam certo que era um dom... mas minha mãe me maldiçoou dizendo que um dom que não é compartilhado não resiste ao tempo, e sabe, sempre fui muito egoísta... o abandonei como a maioria das coisas que faço, mas sinto falta pois de tão perfeito ele ainda me dói.
Tocar é algo inexplicável, espero que o ame de verdade, mais do que eu o amei, pois ele merece pessoas dignas.
;*