domingo, janeiro 08, 2012

"O amor é uma anomalia da evolução"

Uns dias atrás estive conversando sobre o "dito cujo", tão erroneamente mistificado pelos poetas e por pessoas que superestimam os próprios sentimentos. Pensei com os meus sábios botões de camisa sobre o impacto que um sentimento tão superior causaria na perpetuação do trabalho da natureza, afinal, estamos vivendo a era do cérebro e da razão (dotes de poucos) que sucede a supremacia da força bruta, e mesmo assim estamos suscetíveis a um estado de espírito e de idéias que supera a tudo isso. Não escolhemos a quem amar (quando realmente amamos) e constituir família, através da análise de dotes físicos, inteligência, agilidade e outros atributos que tornem alguém superior na arte da sobrevivência em relação a outros. Sequer matamos nossos filhos quando nascem deformados ou limitados. Muito pelo contrário. O amor faz o triunfo da espécie ficar em segundo plano. E esse desenlace à soberania dos instintos é uma idéia maravilhosa.

Amar é por si só um conceito de superação.

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